Hoje reunimo-nos para honrar uma data, não uma data qualquer. A data que há 51 anos mudou o destino de Portugal. Comemoramos os 51 anos da Revolução dos Cravos. E não é apenas um marco histórico. É mais um símbolo de coragem coletiva que nos ensina que a liberdade é sempre possível.

Antes de Abril, Portugal vivia sob o peso do Estado Novo, numa sociedade marcada pela censura, pela polícia política e pela guerra colonial, que ceifou milhares de vidas.

Vivíamos num país isolado, onde a juventude tinha de escolher entre emigrar ou ir para a guerra, onde as mulheres não tinham plenos direitos políticos e onde a cultura vivia sob a sombra do lápis azul.

No dia 25 de abril de 1974, para regozijo da maioria do povo português, a censura caiu, os presos políticos foram libertados e o caminho para as eleições livres estava no horizonte. Nos anos que se seguiram Portugal enfrentou transformações profundas:

  • A descolonização, que trouxe a independência das ex-colónias, mas também o regresso de meio milhão de pessoas, o desafio social mais complexo até hoje vivido;
  • As primeiras eleições livres em 1975 e em 1976.
  • A adesão de Portugal à União Europeia, na altura CEE, em 1986.Porém, não foi um caminho linear: a polarização política com uma situação de pré-guerra civil no verão quente de 1975, as crises económicas com as 3 bancarrotas que exigiram a intervenção do FMI e a dificuldade em aceitar que o passado também faz parte da nossa História.

Passados 51 anos, podemos perguntar: Onde está o espírito de abril?E eu respondo: no ar que respiramos. Na liberdade de expressão, na luta pela liberdade, na voz das mulheres, nos movimentos de solidariedade, no combate à desinformação e aos extremismos, e no reconhecimento de Portugal na comunidade internacional.

Margarida Ferreira, eleita pelo PSD na Assembleia de Freguesia do Laranjeiro/Feijó

Mas o 25 de Abril também está:

  • no Serviço Nacional de Saúde, que todos os governos até hoje souberam manter, com maiores ou menores dificuldades e que continuam a manter;
  • o 25 de Abril está no Poder Local, que continua a consagrar o direito de as populações se regerem a elas próprias;
  • o 25 de Abril está na liberdade sindical e na criação de sindicatos livres, com que a democracia convive tão bem.

No último ano, vimos o 25 de Abril funcionar em coisas do dia a dia:

  • no aumento de pensões;
  • na aumento de salários a 17 carreiras da função pública;
  • na isenção do IMT para jovens;- no aumento do complemento solidário para idoso.

Neste ano de eleições, o povo tem 2 grandes oportunidades de reafirmar Abril. Primeiro, tem de exercer o direito de voto que lhe foi dado, combatendo a abstenção. Depois, usando o poder do seu voto, para combater o populismo fácil e demagógico, seja ele de esquerda ou de direita.

Nas eleições autárquicas, os almadenses podem concretizar Abril sendo ambiciosos. Têm direito a votar, tal como têm o direito a exigir um poder local que vá mais além do betão, que pense de forma estratégia, que traga dinamismo económico, que promova a nossa terra de fora de portas e que governe para o futuro.

Que o 25 de abril nos inspire a proteger a liberdade de expressão, combatendo os discursos de ódio com diálogo; Que o 25 de abril nos inspire a lutar por uma justiça social, pois não há democracia plena com miséria; Que o 25 de abril nos inspire a educar para a cidadania para que as novas gerações saibam que a democracia se planta todos os dias.

Viva a Social Democracia! Viva o 25 de Abril! Viva Portugal!

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