
O PSD está pasmado com a deliberação da Câmara Municipal de Almada de se opor à gestão privada do Hospital Garcia de Orta através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Esta posição aprovada pelo PS, CDU e BE, ignorou de propósito todos os benefícios conhecidos que uma gestão privada traz aos utentes e ao sistema de saúde local.
Todos conhecemos os muitos problemas que tem o Hospital Garcia de Orta. Mas todos também sabemos que tem potencial para se tornar numa referência em cuidados de saúde. Para alcançar este objetivo precisa de um modelo de gestão eficiente e inovador.
“A prioridade é a melhoria dos cuidados de saúde dos utentes e não uma guerra ideológica sobre quem gere o hospital”, diz Paulo Sabino, presidente do PSD Almada. “A ideologia mostra caminhos, mas se esses caminhos são um mero ataque ao setor privado, então não é ideologia: é preconceito. E os preconceitos da esquerda radical não curam os doentes”, conclui.
O processo de lançamento das PPP hospitalares, foi iniciado em 2001 (pasme-se, pelo partido socialista)!
A maioria dos relatórios de desempenho das PPP na saúde, nomeadamente os do Tribunal de Contas, reconhecem níveis de excelência clínica e grandes poupanças. Ou seja: com as PPP é maior a eficácia nos cuidados prestados e na gestão financeira.
“A esquerda engana as pessoas ao dizer que as PPP são más para os cofres do Estado. Isso é falso! Basta ver os casos, bem-sucedidos, de Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Loures, criados por governos do PS e defendidos por autarcas do PS”, lembra Paulo Sabino.
Estes hospitais estão plenamente integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e geraram poupanças para o Estado, segundo o relatório síntese das quatro auditorias realizadas à execução daquelas PPP, entre 2014 e 2019.
O PSD Almada defende que a discussão sobre o futuro do Hospital Garcia de Orta deve centrar-se na melhoria dos serviços de saúde, na redução das listas de espera e no aumento da capacidade de resposta às necessidades da população. A gestão privada pode ser uma ferramenta valiosa para alcançar estes objetivos, desde que implementada de forma responsável e transparente.
Apelamos à Câmara Municipal de Almada que reconsidere a sua posição, pondo o interesse dos utentes em primeiro lugar, deixando de parte os preconceitos. Está em causa a saúde e o bem-estar de milhares de pessoas!