O PSD Almada opõe-se veementemente à criação de uma taxa turística no concelho de Almada. Esta medida, já aprovada pela Câmara e que será em breve votada na Assembleia Municipal, impõe um encargo adicional aos nossos visitantes, num momento em que o concelho precisa de medidas que estimulem a atividade económica, tornando Almada mais competitiva e atrativa.
Almada é já caracterizada por um volume excessivo de taxas que tornam a gestão local burocrática e onerosa, dificultando a vida dos cidadãos e das empresas. Esta carga financeira adicional afasta investimentos e limita o progresso.
O desenvolvimento do município é, lamentavelmente, lento e insuficiente, ficando aquém do seu verdadeiro potencial e deixando setores estratégicos sem o dinamismo e infraestruturas necessárias.
Com o seu rico património, Almada pode e deve posicionar-se como um destino de turismo religioso, a par de cidades como Braga, Alcobaça, Tomar, Lamego ou Mafra. A diversidade cultural e histórica do concelho é uma oportunidade que continua por explorar.
Além disso, Almada tem o potencial para desenvolver o turismo de negócios, aproveitando a sua proximidade a Oeiras e Lisboa e posicionando-se como um local atrativo para conferências e eventos empresariais.

Não podemos ignorar também o potencial do turismo gastronómico em Almada, comparável ao de cidades como Nazaré, Matosinhos, Póvoa do Varzim ou Espinho. No entanto, a autarquia tem negligenciado este setor, apesar da oferta de excelentes restaurantes por todo o concelho.
Para o PSD Almada, esta taxa turística é apenas um pretexto para aumentar as receitas da Câmara, criando uma barreira adicional para um setor que poderia impulsionar a criação de emprego e o desenvolvimento económico do concelho.
Num contexto pós-pandemia, a prioridade deve ser a simplificação de processos, promovendo o turismo e a competitividade da marca Almada. Devemos valorizar e divulgar o nosso património, praias e oferta cultural, criando incentivos que transformem Almada num destino acessível, diferenciado e com serviços de excelência, em vez de sobrecarregar os cidadãos e empresas com mais taxas.
Não identificamos uma pressão turística que justifique esta medida e apelamos ao bom senso da Câmara Municipal para reconsiderar esta proposta, envolvendo a comunidade e os agentes locais numa discussão aberta e transparente. Afinal, a assinatura do Município é “Almada – Território de Muitos”, e não queremos que se transforme em “Almada – Território de Poucos”.






